quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uruca Chinesa, né?

Uruca da brava! É, urucubaca mesmo, mandinga pesada! Não encontro outra explicação pra tudo pelo que a China vem passando. Mandinga forte!
Puxa vida, e nós bem que tentamos competir, demos uma boa brincada de clima maluco, mas a China mostrou que é insuperável!

Nossas tímidas incursões na história das tragédias climáticas, que dividirão a linha do tempo com a atual uruca chinesa, ganham na variedade e versatilidade. Só.

Primeiro o chão tremeu.
Não, não! Parece mesmo refrão de música baiana, mas não. É a mais pura e inacreditável verdade ("inacreditável verdade"... isso soa tão camoniano). Terremoto em São Paulo... e o chão tremeu.
Mas carioca adora folgar com paulista e providenciaram logo uma "onda" de medidas pra não ficar atrás: maremoto no Rio. Ainda bem que o Rio não tem talento pra Tailândia e sua marola marrenta não virou tsunami.
O Sul, que neste sentido é primeiro mundo há mais tempo, mostrou quem é que entende de cataclismos catastróficos no Brasil e mandou ver no ciclone extratropical!
Cliclone Extratropical! Nem uma aurora boreal em plena Parada Gay supera isso!
Porém, se fosse uma competição interna, eu dava o troféu pro Nordeste. Reconheçamos, eles inovaram: choveu no sertão! Aos cântaros! Menção honrosa pela criatividade. Troféu revelação Vítimas da Desordem Climática 2008.

Mas não temos mesmo o talento que a China vem exibindo na auto-flagelação climática. Tivemos sim muitas vítimas, mas nada comparado ao alto número de vítimas deles. Que vem aumentando... Não que a gente queira um tornado, sei lá, sobre o congresso, por exemplo...
Pudera... primeiro um terremoto devastador, depois chuvas torrenciais intermináveis... Alô, China, isso não é um sinal?! Será que já cogitaram adiar as olimpíadas?
Ou adaptar algumas provas ao novo/oscilante clima local e sua temperatura temperamental. Que tal?:

Revezamento 4x100 - 100 metros em maremoto, 100 metros em tsunami, 100 metros com ressaca e 100 metros em mar revolto
Maratona - 10 km correndo do ciclone
Canoagem, remo e esqui aquático em águas aquecidas (temperatura especialmente elevada pelo aquecimento global)
Vôlei de Praia sobre a poeira de furacão
Judô - modalidade resistência e combate às forças da natureza
200 metros borboleta em
lava vulcânica
Ginástica rítmica - ao ritmo do terremoto
100 metros com barreiras de destroços
Nado sincronizado com
abalo sísmico
400 metros medley em enchente
Triatlo - tornado, furacão e tufão
Salto ornamental em vulcão em erupção
Vela em inundação
Tênis de mesa sob chuvas torrenciais


Não sou ávido leitor da bíblia, mas estou certo de que o apocalipse é algo bem parecido com essas modalidades esportivas. Olimpíadas Apocalípticas.
Por favor, não pense que estou dizendo que o apocalípse não passa de um jogo! Que heresia!
Mas tem o maior clima!
Repara: vai ter um dilúvio, quem sobreviver e passar de fase vai encarar umas bestas, depois pode ainda combater o chefão e, ganhando ou perdendo, por fim, Game Over pra todo mundo!

Uma coisa foi boa, tivemos por, pelo menos, cinco minutos, a imprensa falando de um assunto que não incluía o sobrenome Nardoni. A China competiu com o caso Isabella a atenção da mídia. Com certeza ainda vai rolar um Globo Repórter, um Casos de Família, um episódio do Linha Direta e até um especial de fim de ano sobre este assunto, entretanto, já foi um alívio brando.
Valeu, China!

Agora, reflitamos: com todos esses fenômenos, tragédias, essas convulsões da natureza, se a China "for pro buraco", vem parar no Brasil?
Ah não.. lembrei agora, o lance de cavar um buraco bem fundo, é com Japão!
E, na uruca que a China anda, se rolar alguma coisa com buraco, provavelmente será algo como ser sugada pelo buraco na camada de ozônio ou ainda engolida por um buraco negro que se aproxima da terra a cada 10 bilhões de anos.

(10% verídico (a parte ruim da história...) - discussão tempestuosa - censura 15 mm)

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